Marcos Amend. Folha percorre trilha ao ponto mais alto do Brasil, fechada desde 2003, em expedição de oito dias na floresta amazônica.

Projeto de ecoturismo indígena retoma idas ao pico da Neblina.

O ianomâmi é, antes de tudo, um lorde. Gentil e cuidadoso com os visitantes do recém-lançado Projeto Yaripo, que promete reabrir escaladas ao pico da Neblina, mas também altivo, distante. Quase inalcançável, como a montanha.
Quem achar que eles são inferiores –ou ferozes, como quer o controverso antropólogo americano Napoleon Chagnon– tem agora a chance de mudar de ideia escalando o ponto culminante do Brasil em sua companhia. Já existe até uma lista de espera para 2018 ou 2019, a depender de algumas melhorias na trilha.

Aviso aos caminhantes: o ambiente hostil não favorece expedições. A mata fechada característica da Amazônia tem o solo entrecortado por raízes escorregadias, charcos, pedras íngremes e muitos igarapés (riachos e rios).

Chove demais e faz calor. São Gabriel da Cachoeira (AM), a cidade mais próxima, tem temperatura média na casa dos 26°C e precipitação anual que pode ultrapassar 3.000 mm (em São Paulo, ela fica em torno de 1.400 mm).

Não é uma caminhada fácil, física e psicologicamente. Mas, com um preparo mínimo, qualquer turista mais aventureiro pode enfrentá-la. E a recompensa é enorme: nada se compara a alcançar o cume.

Sem a ajuda dos ianomâmis, porém, nem pensar.

Veja matéria completa na Folha de S. Paulo:

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