Estou convencida de que a qualidade das calçadas deve fazer parte do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Penso nisso todas as vezes que saio para caminhar pelo bairro onde moro, a Lapa, na zona Oeste de São Paulo. Encontrar alguns metros de calçada onde você pode caminhar sem ter medo de tropeçar, cair no buraco ou ter que se contorcer para ultrapassar os obstáculos é uma raridade.

Em 2012, fiquei esperançosa que essa história mudaria com a entrada em vigor da lei que regulamenta as calçadas paulistanas. Um grande alarde, multas e muita pouca coisa mudou.

Em 2017, a prefeitura de São Paulo lançou um programa chamado Nova Calçada com o objetivo de melhorar esses espaços e torná-los mais acessíveis. Ele começou a ser implementado na periferia em direção ao centro. Ainda não ouvi falar dele por aqui, pelo meu bairro, mas sou uma otimista convicta.

De qualquer forma, enquanto isso não acontece, pratico com Uli (meu marido e parceiro neste blog) a procura por calçadas caminháveis. Há uma bem perto de casa, na rua Ibiraçu, já do lado da Prefeitura Regional de Pinheiros. É um pequeno pedaço de cidadania.

Em muitos países, a qualidade das calçadas é um assunto tratado com relevância pois está conectado à qualidade de vida das pessoas. Elas recebem tanto ou mais atenção do que a pavimentação das ruas. Isso porque quando “estamos” pedestres, somos todos iguais.

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